Terça-feira

Segunda-feira

Na agenda da Assírio&Alvim do dia 26.12.1997

FESTA DOS RAPAZES


No nordeste transmontano há por todo o lado as festas dos rapazes. No concelho de Vinhais (Ozinhão), de Vimioso ou Bragança (Vorge, Laviados, Babe) ou Miranda, os rapazes organizam as suas festas. Juízes e meirinhos, mascarados, lutas livres, orações, gaiteiros e alvoradas, refeições colectivas e vigílias. Por todo o lado, com algumas variantes, organizam-se rituais de uma expressão cultural única. Assim se passa o solstício do Inverno. Começa a crescença dos dias.



imagem furtada daqui

Sábado

Diálogo de Natal com omeu amigo Marco (8 anos)

- Portaste-te bem?
- Sim
- Então vais ter muitos presentes
- Vou ter cinco... Tu acredistas no Pai Natal?
- Claro que sim
- Mas a minha casa não tem chaminé, eu deixo as janelas todas fechadas como é que ele entra?
- Sabes? O Pai Natal para os meninos que não têm chaminés, pede à fada sininho, de quem ele é amigo, para o transformar num fantasma fura-paredes.
- Mas se ele é fantasma porque é que nunca tive um presente fantasma?
- Se tivesses um presente fantasma quando lhe tocasses ele desaparecia
- Estás a brincar comigo ou a falar verdade?
- A falar verdade porque acredito no Pai Natal
- Eu não...mas vou pensar.

Feliz Natal

daqui

Sexta-feira

No natal volto sempre a este texto

Entram na Igreja do Convento das carmelitas de Santo Alberto, dentro do museu. Sara genuflecte, benze-se e traça sobre ele o sinal da cruz.Há um presépio escuro e delicioso como um brinquedo que se vai animar dentro da sua caixa vidrada. tem casas muradas com os seus pátios de forno de pão, figurinhas que trepam escadas e escarpas numa labuta e cujas cores se tinham aprofundado desde o tempo em que haviam sido o mimo do barrista, pastores afadigam-se por trilhos no gesto gracioso de vir ajoujados com o anho; havia lavadeiras com o rolo na cinta e os reis ainda iam ao cimo, na orla da estrela, com as mulas e os dromedários de duas bossas aparelhados como os de ricos-homens da Renascença. A Salomé dançava com Herodes, pequena e de túnica curta como a menina impúbere que era e a Sulamita descia, tão formidável como um exército com bandeiras para a diminuta estrebaria num elefante ajoujado do coxim e da harpa. Os anjos eram gordos e profusos com as carinhas néscias e as assinhas de pinto. O Menino ao relentonas palhas, sua Mãe e se pai putativo eram um pouco maiores. O artista esmera-se num cão que contemplava o menino sentado nos quartos, a cabeça à banda em santa perplexidade e contentamento.
Maria Velho da Costa, Missa in Albis, Publicações Dom Quixote, 1988

Terça-feira

O meu doce de Natal

Bilharacos

Não sigo a receita original. Sim, deve-se cozer, ( e segundo a Dª Isabel. a quem vou amanhã aviar-me, para cozer abóbora só uma salpicada de água no fundo do tacho), 4 kg de abóbora, com uma pitada de sal, para a colocar ,de um dia para o outro, a escorrer: sugiro o saco do pão, saco bem apertado pendurado na torneira do lavatório da cozinha.
Abóbora escorrida vamos dar-lhe consistência: como considero que a abóbora já é doce para acrescer aos 200 gr de farinha, em vez dos 800 gramas de açucar da receita original, condescendo os 450 gr. Mas em vez dos 6 ovos inteiros, uso 6 gemas e 7 claras batidas em castelo. Junto-lhe a raspa de uma laranja, mas também um pouco do sumo.

Não faço bolas: utilizo a técnica de armar, com colher de sopa, como se fossem pasteis de bacalhau, quando os levo a fritar em óleo bem quente.

Depois de escorridos polvilham-se com açucar e canela. Aqui também há um truque: só os polvilhar quando estão mornos, morninhos.

Domingo

Do primeiro e último parágrafo

O homem acordou apavorado porque a campainha não era a do despertador. Mas no gesto de sempre que acordava, estendeu ao braço esquerdo, e a mulher não estava ao lado dele. Isso acabou de puxá-lo para fora do sono, e então percebeu que era a campainha do telefone.


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Os minutos decorriam e ele não conseguiu adormecer. Pareceu-lhe que nunca mais ia conseguir adormecer .



Nuno Bragança, Directa, Moraea editores, Círculo de Prosa,1977






Sábado

O tempo que passa não passa depressa. O que passa depressa é o tempo que passou
Vergílio Ferreira

Sábado

Gostar de portas

Encontrar numa um óculo ( ou ralo?) delicioso que permite que o visitante também possa ver:

Sexta-feira

Serviço Público

Transporte do recém-nascido prematuro ou gravemente doente dos Grupos Central e Ocidental da Região Autónoma dos Açores

Hospital de Santo Espírito Angra do Heroísmo


A redução da mortalidade neonatal pressupõe que o RN receba cuidados adequados. A garantia de acesso a transporte quando e sempre que necessário é fundamental. Sendo a forma mais segura para realização do transporte o útero materno, em algumas situações, o nascimento do RN gravemente doente não pode ser evitado ou antecipado, ocorrendo em hospitais sem diferenciação adequada aos cuidados de que ele necessita. O RN deve ser transferido, por sistema de transporte, para unidade especializada.
Objetivo
O projeto tem como objetivos aquisição de equipamento de transporte, porquanto o existente encontra-se obsoleto face às necessidades atuais, bem como formação dos recursos humanos permitindo realização de transportes de acordo com as melhores práticas médicas.
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Coisas que melhoram a vida dos meus dias

Uma homenagem, um documentário e dois novos livros marcam o regresso de Manuel António Pina à agenda mediática, neste final de ano em que foi consagrado como Prémio Pessoa. A homenagem vai ter lugar em Matosinhos: o poeta-dramaturgo-jornalista-crrnista é a principal figura do VII Festa da Poesia (dia 7 e 8), na Biblioteca Municipal Florbela Espanca. Haverá uma exposição biobliográfica e documental, um recital de poesia e de música, a apresentação de um novo livro (“Como se desenha uma casa”, edição Assírio & Alvim) e também a anteestreia do documentário “Um sítio onde pousar cabeça” uma produção da RTP com realização de Alberto Serra e Ricardo Espírito Santo. Não há ainda data para a exibição do filme na RTP2(…)


(…)Também já no prelo, mas com edição previssta só para o início do próximo ano, está o texto que Manuel António Pina dedicou à primeira longa metragem de Manoel Oliveira “Aniki-Bóbó” (1942), de novo com a Assírio &Alvim, mas desta vez já associada à Porto Editora

Retirado da Ípsilon do Público (assinado por Sérgio C. Andrade)